O sargento da Polícia Militar Jarley Menezes, principal suspeito de matar o empresário Pedro Luiz Pegorini (58) na tarde da última terça-feira (25), durante o feriado de carnaval, se apresentou na delegacia da Polícia Civil do município de Tapurah, a 244 quilômetros de Sinop. O fato ocorreu em um sítio da região. O militar assumiu a autoria do crime, mas alegou que atirou por legítima defesa.

De acordo com a polícia, Menezes foi interrogado e liberado logo em seguida. Ele também apresentou a arma utilizada no crime, que foi apreendida. Em seu depoimento, o sargento afirmou que Pedro Pegorini, que era dono do sítio, havia convidado ele e outros amigos para uma confraternização.

Algum tempo depois, o empresario e o militar de desentenderam e Pedro saiu para buscar uma arma em um dos cômodos da casa. Neste momento, o sargento atirou contra a porta do quarto, segundo ele, com o intuito de se defender. O tiro atravessou a madeira e atingiu o empresário, que não resistiu. Algumas testemunhas também foram ouvidas pela Polícia Civil.

Em nota enviada para a imprensa, a assessoria da Polícia Militar informou que adotou as medidas legais relacionadas ao crime, como preservação do local, apoio às unidades das polícias Técnica e Civil, diligências com objetivo de prender o sargento. Disse também que reúne documentação que vai embasar a instauração de procedimento investigatório pela Corregedoria da PM.

Informa ainda que como o policial suspeito agiu em momento de folga responderá por homicídio na justiça comum e, paralelamente, um outro procedimento na esfera militar.

Jarley Menezes está na Polícia Militar há mais de 15 anos e, segundo a PM, não havia registros de desvio de conduta dele.

Pedro Pegorini (foto: Reprodução / Facebook)

Entenda o fato

O empresário Pedro Luiz Pegorini (58) foi morto a tiros na tarde da última terça-feira (25) em uma chácara no município de Tapurah. Pegorini era empresário em Lucas do Rio Verde e, segundo a Polícia Civil, o principal suspeito de cometer o crime é o policial militar Jarley Menezes, que alegou legítima defesa.

Consta no Boletim de Ocorrências que o militar e o empresário almoçaram juntos na chácara, que pertencia a Pedro. Em determinado momento, eles começaram a discutir e o militar foi até o carro, pegou a arma dele e atirou várias vezes contra a vítima. O empresário ainda correu e se trancou no quarto, mas o militar atirou na porta e, com o disparo, o homem acabou atingindo.

Ainda segundo o documento policial, o caseiro da chácara ouviu o tiro e chamou a polícia de Itanhangá, a 207 quilômetros de Sinop. Quando chegaram no local, os militares constataram que o empresário estava morte. O policial fugiu do local e ainda não foi encontrado. Pedro Pegorini era proprietário da funerária Nossa Senhora de Fátima, em Lucas do Rio Verde.