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Polícia Federal cumpre 215 mandados em investigação contra tráfico de drogas

A Polícia Federal cumpre nesta segunda-feira (23) um total de 215 mandados judiciais (66 de prisão e 149 de busca e apreensão) em uma mega operação contra tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação foi batizada como Enterprise e segundo as primeiras informações divulgadas, pelo menos R$ 400 milhões em bens dos investigados foram sequestrados por determinação da Justiça.

Os mandados estão sendo cumpridos em cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. Segundo a Receita Federal, oito mandados também estão sendo cumpridos na Espanha, Colômbia, Portugal e Emirados Árabes Unidos.

Os policiais já apreenderam armas, dinheiro e drogas. Ainda segundo as informações da Receita Federal, foram concedidos 37 pedidos de arresto, o mesmo que apreensões, de aeronaves. Além disso, entre os bens dos investigados, que são alvos de sequestro judicial, estão imóveis e veículos de luxo.

A operação Enterprise é considerada a maior do ano no combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e uma das maiores da história na apreensão de cocaína nos portos brasileiros. Ao todo, 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita Federal participam da ação. Mais de 50 toneladas de cocaína foram apreendidas desde o início das investigações.

O nome da operação faz alusão à dimensão da organização criminosa investigada, que atua como um grande empreendimento internacional na lavagem de dinheiro e exportação de cocaína, o que trouxe alto grau de complexidade à investigação policial.

Policiais Federais apreendera armas e dinheiro (foto: PF | Reprodução)

Investigação

Segundo a Polícia Federal, a investigação durou mais de dois anos e aponta que os dois portos mais usados pelos traficantes eram os de Santos, no litoral paulista, e de Paranaguá, no litoral do Paraná. A droga, ainda de acordo com as as investigações, era enviada, em grande parte, para a Europa.

O esquema de lavagem de dinheiro, ainda conforme a PF, envolvia multimilionários no Brasil e no exterior com uso de várias interpostas pessoas, conhecidas como laranjas, e empresas de fachada, com o objetivo de dar aparência lícita ao lucro do tráfico.

A Receita Federal disse que as investigações iniciaram a partir de uma apreensão realizada em setembro de 2017, quando 776 quilos de cocaína, que estavam sendo exportados pelo Porto de Paranaguá com destino ao Porto de Antuérpia, na Bélgica, foram apreendidos.

A partir dessa apreensão, ainda de acordo com a Receita, a PF instaurou um inquérito policial e os dois órgãos públicos atuaram em conjunto nas investigações até descobrir a organização criminosa.


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