De acordo com informações divulgadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o produtor rural brasileiro já está buscando informações e alternativas para encarar o surto do novo coronavírus e evitar que os prejuízos já esperados fiquem ainda maiores. Segundo a entidade, os pequenos e médios produtores rurais brasileiros são os que mais buscam informações.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), como o setor agropecuário brasileiro já tem uma rotina de cuidados constantes em relação a procedimentos sanitários, poucas mudanças de rotina serão implementadas. Boa parte delas, similares aos cuidados sugeridos pelo Ministério da Saúde à população como um todo.

Mesmos assim, alguns pontos da rotina foram alterados em função das medidas preventivas de contaminação. Em especial, manter as distâncias recomendadas entre as pessoas, fazer higienização e tomar mais cuidados com as equipes. Entre eles o aumento do número de carros e ônibus usados para o transporte de trabalhadores. Segundo a superintendente técnica adjunta da CNA, Natália Fernandes:

São medidas que já foram repassadas e adotadas pelos produtores.

Procedimentos como a limpeza constante de equipamentos e a não entrada de pessoas estranhas nos locais são cuidados já adotados na rotina do produtor, segundo o diretor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas, da Secretaria de Inovação do Mapa, Orlando Melo de Castro. Para ele, as “boas práticas já rotineiras” evitam a propagação deste e de qualquer outro vírus:

Vale ter mais cuidados com a propriedade, em especial com a limpeza sanitária dos veículos que nela entrarem. E, claro, os cuidados de higiene pessoal, que têm de ser redobrados a exemplo do que deve ser feito na cidade: lavar as mãos com frequência, evitar circulação e ambientes com aglomeração. Há também o cuidado de evitar que os animais de uma propriedade tenham contato com os de outra.

Natália Fernandes também explicou que a primeira preocupação da CNA foi a de garantir que a produção e a distribuição dos alimentos fosse classificada como atividade essencial. Isso foi feito através do Decreto 10.282, de 20 de março de 2020, que inclui a cadeia produtiva de alimentos e bebidas como essencial.

Dessa forma, tanto CNA como Mapa dizem não haver riscos de desabastecimento no país, em função do novo coronavírus. Segundo o diretor do Ministério da Agricultura:

Mas essa é uma questão que precisa e está sendo avaliada e reavaliada constantemente pelas autoridades para evitar surpresas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 15 milhões de pessoas trabalham nos estabelecimentos agropecuários do país.


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